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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Se for a morte de Jesus que nos Salva, louvemos seus carrascos




Devemos condenar ou aplaudir o grande pecado da morte de Jesus na cruz?

Eu não vejo a Bíblia como um livro só de mensagens de verdades do mundo espiritual para nós, pois há espíritos maus (atrasados) no mundo espiritual, que também se manifestam nela. E não podemos atribuir a Deus de forma alguma os erros bíblicos. Portanto, saibamos separar o joio do trigo, com relação aos espíritos na Bíblia.

E quando uma mensagem bíblica é boa, só podemos dizer que ela é de Deus, no sentido de que ela é do bem, mas não diretamente de Deus, pois Ele mesmo não se manifesta jamais diretamente, mas apenas através de um espírito evoluído enviado (anjo) imantado num profeta ou médium. Mas não devemos esquecer que anjo (“malak” em hebraico, “aggelos” em grego, e “angelus” em latim) significa mensageiro, enviado, “office-boy”. Todo anjo é espírito, mas nem todo espírito é anjo. E os espíritos desencanados são enviados ao nosso mundo por meio de médiuns especiais ou profetas, os quais trazem mensagens para nós por escrito (psicografia) ou oralmente (psicofonia). Porém eles devem ser examinados por nós, para sabermos se são espíritos bons ou maus. (1 João 4:1; e 1 Coríntios 12:10). Lembremo-nos da expressão “anjos maus”, ou seja, enviados maus. E, se eles se manifestaram na Bíblia por meio de médiuns especiais ou profetas durante séculos e séculos, por que eles não poderiam continuar se manifestando a nós, se eles são espíritos humanos desencarnados que continuam vivos – “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos” – , e quando sabemos que Deus não faz acepção de pessoas? Não se trata, pois, de manifestação do Espírito Santo trinitário, tido por uma parte dos cristãos como sendo o próprio Deus. Se fosse assim, não precisaríamos examinar os espíritos e distingui-los. Sempre que o mundo é mundo, espíritos humanos desencarnados e até encarnados se manifestam através de médiuns especiais. Todas as religiões do mundo conhecem e têm fenômenos mediúnicos, e deles surgiram. O cristianismo é rico desses fenômenos. Até quando, pois, ele vai conseguir esconder oficialmente essa verdade? Só falta aos seus líderes religiosos humildade bastante para a reconhecerem. O Nazareno disse que nada ficará oculto. E a realidade a respeito desses fenômenos mediúnicos (espirituais para são Paulo) já veio à tona para a grande maioria dos espiritualistas do mundo, e isso com o respaldo da ciência.

E é lamentável que os próprios espíritos maus sejam confundidos, desde épocas remotas, com o próprio Deus. Daí que as religiões antigas, entre elas o judaísmo, concluíram que Deus gosta de sangue, o que através de são Paulo entrou no cristianismo. De fato, o apóstolo Paulo, influenciado por religiões antigas da Palestina e de nações circunvizinhas, exaltou os sacrifícios de sangue, mas temos Jesus que disse: “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mateus 9:13).

Aos afeiçoados ao que eu denomino de teologia do sangue, eu digo que espíritos atrasados apreciam muito o sangue derramado de animais e seres humanos. Pergunto a esses teólogos do sangue: Que Deus é esse que se deleitaria com sangue?

Repudiemos e condenemos, pois, as torturas e a morte ignominiosa de Jesus na cruz, que podem ser deleitosas para espíritos atrasados, mas jamais para Deus!

PS: A Revista “Espiritismo & Ciência” No 91, nas bancas do Brasil e Europa, traz uma entrevista com este colunista e mais duas matérias dele.

Autor: José Reis Chaves (Belo Horizonte/SP)

Fonte: http://amigoespirita.ning.com/group/artigosespiritas/forum/topic/show?id=2920723%3ATopic%3A532684&xgs=1&xg_source=msg_share_topic


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domingo, 18 de novembro de 2012

"Jesus, o Médium de Deus"


Nas escrituras sagradas são vários os registros de fenômenos que, devido à diversidade das religiões e seus dogmas e mistificações, até os dias atuais, são considerados por muitos como feitos miraculosos. No século XIX, com advento do espiritismo, cumpriu-se uma das profecias evangélicas de Jesus, que na iminência de ser entregue aos judeus proferiu aos seus discípulos: "Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito". (João XIV: 15 a 17; 26) e através do surgimento dessa doutrina, com suas obras básicas trazidas pelos espíritos superiores, responsáveis junto a Allan Kardec pela codificação, pôde-se constatar que todas essas fenomenologias bíblicas encontram explicações com o estudo fundamentado na mediunidade.

Baseado nos aspectos científicos do espiritismo pode-se observar que desde Moisés, até João com o Livro das Revelações (Apocalipse), todos os profetas bíblicos foram médiuns apresentando suas faculdades mediúnicas, cada qual, cumprindo o seu papel em conformidade com o momento em que viveram e as necessidades sociais e educativas de suas respectivas épocas. Dentre esses médiuns, destacamos o papel de Jesus, considerado “O Médium de Deus”, que veio ao nosso planeta com a missão maior, trazendo uma consciência extremamente superior aos padrões da época, inclusive aos nossos padrões atuais, nos facultando o amor como única forma de salvação, e nos revelando que Deus é amor, e que para se conhecer esse amor era preciso que se conhecesse a Ele: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6), manifestando fenômenos como curas, ressuscitação de mortos, levitações, que Ele mesmo atribuía como sendo obras de Deus, que se revelava por Seu intermédio para que a humanidade encontrasse a fé e assim realizasse também as Suas obras: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (João 14:12).

No livro A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, uma das obras básicas da doutrina codificada por Allan Kardec, em seu capítulo XV, item 2, encontra-se relatado toda a natureza Espiritual e Humana do Cristo, a qual para nosso maior entendimento e apreciação, transcrevo aqui em sua íntegra:

2. – Sem nada prejulgar sobre a natureza do Cristo, que não entra no quadro desta obra examinar, não o considerando, por hipótese, senão como um Espírito superior, não se pode impedir de reconhecer nele um daqueles de ordem mais elevada e que está colocado, pelas suas virtudes, bem acima da Humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que ele produziu, a sua encarnação neste mundo não poderia ser senão uma dessas missões que não são confiadas senão aos mensageiros diretos da Divindade para o cumprimento de seus desígnios. Supondo-se que ele não fosse o próprio Deus, mas um enviado de Deus para transmitir sua palavra, ele seria mais que um profeta, porque seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; mas, como Espírito puro, desligado da matéria, deveria viver a vida espiritual mais do que a vida corpórea, da qual não tinha as fraquezas. A superioridade de Jesus sobre os homens não se prendia às particulares de seu corpo, mas a de seu Espírito, que dominava a matéria de uma maneira absoluta, e a de seu perispírito, haurida na parte a mais quintessenciada dos fluidos terrestres (Cap.XIV, n° 9). Sua alma não devia prender-se ao corpo senão pelos laços estritamente indispensáveis; constantemente desligado, devia dar-lhe uma dupla vista não somente permanente, mas de uma penetração excepcional e bem de outro modo superior àquela que se vê entre os homens comuns. Devia ser do mesmo modo em todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe dava uma imensa força magnética, secundada pelo desejo incessante de fazer o bem.
Nas curas que ele operava, agia como médium? Pode-se considerá-lo como um poderoso médium curador? Não; porque o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados. Ora, Cristo não tinha necessidade de assistência; ele que assista os outros; ele agia por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, assim como podem fazê-lo os encarnados em certos casos e na medida de suas forças. Que Espírito, aliás, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarrega-los de transmiti-los? Se recebesse um influxo estranho, não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.


Leia e estude, procure orientação junto
a uma Casa Espírita.
Fonte: ADDE