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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Papa Francisco defende união civil gay, diz New York Times


Embora o Papa Francisco tenha se declarado contrário ao casamento gay, afirmando se tratar de um “ataque destrutivo ao plano de Deus”, o jornalão americano The New York Times afirma que o Papa já defendeu a união civil gay e que deve abrir o catolicismo para a questão.
A matéria afirma que o Papa, quando cardeal em Buenos Aires, defendeu que a Igreja se posicionasse favoravelmente à união civil entre homossexuais, mas sua proposta foi rejeitada no colegiado. “A Argentina estava à beira de aprovar o casamento gay e a Igreja Católica Romana estava desesperada para impedir que isso acontecesse. Isso levaria dezenas de milhares de seus seguidores em protesto nas ruas de Buenos Aires. Mas, nos bastidores, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, que liderou a acusação pública contra a medida, falou em uma reunião de bispos em 2010, e defendeu uma solução bastante não ortodoxa: a de que a Igreja na Argentina apoiasse a ideia de uniões civis para casais gays”, diz o artigo.
Durante o encontro, a maioria dos bispos votou a favor da anulação da proposta e foi a única derrota do mandato de seis anos de Bergoglio como chefe da Conferência dos Bispos da Argentina, o que jogou a Igreja contra a lei do casamento gay.
Segundo o biógrafo oficial do papa, Sergio Rubin, Bergoglio veria a união civil como a opção “menos pior”, por considerar o casamento apenas como a união entre homem e mulher.
“Ele ouviu meus pontos de vista com uma grande dose de respeito”, disse Marcelo Márquez ao NYT, líder dos direitos dos homossexuais e teólogo argentino que escreveu uma carta ao Cardeal Bergoglio, e, para sua surpresa, recebeu um telefonema dele menos de uma hora depois. “Ele me disse que os homossexuais precisam ter direitos reconhecidos e que apoiava uniões civis, mas não casamentos do mesmo sexo.” O ativista também afirmou que encontrou duas vezes com Francisco para discutir como a teologia católica poderia apoiar os direitos civis de homossexuais.
Enquanto isso nos Estados Unidos…
É grande o número de americanos que aprovam o casamento gay nos últimos 20 anos. O apoio de artistas e políticos — Lady Gaga, Madonna, o ator e diretor de cinema Clint Eastwood, Barak Obama, Hillary Clinton, antigos funcionários que serviram na administração do presidente George W. Bush, como o ex-subsecretário de Defesa Paul Wolfowitz; o ex-secretário de Segurança Interna Tom Ridge; o ex-secretário de Comércio Carlos Gutiérrez; o ator Justin Long, namorado de Drew Barrymore; o rapper Eminem, entre tantos – fez crescer para 58% a aprovação da população americana ao casamento gay. A pesquisa foi feita pela emissora ABC e pelo jornal Washington Post – em 2004, a porcentagem apontava 32%. No entanto, apenas 10 estados americanos possuem lei de casamento gay. A Suprema Corte vai analisar dois processos que podem culminar com a aprovação nacional do casamento gay ainda este mês.
Enquanto isso na Alemanha…
Um fato inusitado chamou atenção. A Federação Alemã de Futebol (o que seria a nossa CBF) publicou uma cartilha que incentiva jogadores gays a saírem do armário. O autor da ideia é Gerd Dembowski, sociólogo e consultor da instituição. “O guia será para os jogadores, para dirigentes e técnicos e pretende mostrar como eles podem assumir sua opção sexual e como agir com a pressão da mídia. Mas também serve para ajudar os dirigentes e técnicos sobre como lidar com a situação. Acredito que brevemente muitos jogadores vão se assumir”, disse Dembowski.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

ANTIGO MESTRE PAPAL DE CERIMÔNIAS ABRE O RECONHECIMENTO DE CASAIS GAYS


Mons. Piero MariniArcebispo Piero Marini: "Sim para os direitos civis, não para 'equivalente ao casamento."
O novo Papa: "A Igreja vive na esperança depois de anos de medo."
Tornielli - Cidade do Vaticano -
"É necessário reconhecer as uniões de pessoas do mesmo sexo, há muitos casais que sofrem porque eles não reconhecem seus direitos civis. O que você não pode reconhecer é que este casal é um casamento ". 

Isto foi dito ontem pelo 'Arcebispo Piero Marini, delegado dos Congressos Eucarísticos em uma "entrevista à margem do IV Congresso Eucarístico Nacional, em Costa Rica Marinha respondeu a uma pergunta sobre o estado secular.

Marini, 70 anos, tem sido mestre de cerimônias do Papa João Paulo II e também acompanhou o "início do pontificado de Bento XVI. Entrevista Nell 'conta a história de seu relacionamento com o Papa João Paulo II e da sensibilidade do Pontífice polonês. Ele também fala sobre o novo Papa. "Você pode respirar ar fresco, é uma janela aberta para a primavera e esperança. Até agora temos respirado o cheiro das águas do pântano, com medo de tudo e problemas como Vatileaks e pedofilia. Com Francis só fala de coisas positivas. " Com o novo Papa, acrescentou Monsenhor Marini ", ele respira um" ar diferente de liberdade, uma igreja mais próxima dos pobres e menos problemático. "

O ex-mestre de cerimônias papal diz que "os padres devem dar um exemplo de vida simples e moderado" e "viver a vida e a fé com a comunidade.Ele também expressou dúvidas sobre a utilidade do twitter e da utilização que que o Papa faz "Se fosse comigo eu não teria usado", explica ele. Mas Bento XVI, que tinha começado a aventura  alguns meses atrás ", recomenda-se a ele." "A Igreja - observa Marini - não tem que ser antiquado, mas é necessário ter um pouco de atenção."


 
As palavras do Arcebispo Piero Marini alguma forma ecoar as proferidas há dois meses pelo presidente do presidente do Conselho Pontifício para a Família, Dom Vincenzo Paglia, reiterando que nenhum casamento igualando e adoção de crianças por casais do mesmo sexo foi aberta para a possibilidade do reconhecimento de determinados direitos.

http://vaticaninsider.lastampa.it/vaticano/dettaglio-articolo/articolo/marini-cerimoniere-gay-24232/

segunda-feira, 4 de março de 2013

“A homossexualidade não é pecado”


 “A condição homossexual em si nunca é pecado”, afirma Luís Corrêa Lima, padre jesuíta, teólogo e doutor em História pela Universidade de Brasília, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, onde coordena um projeto de pesquisa sobre homossexualidade e religião.
Corrêa Lima concedeu uma entrevista ao jornal Crítica de la Argentina, 15-11-2009.
Tradução de Vanessa Alves.
Eis a entrevista.
Numa entrevista publicada por este jornal, um representante da Igreja chilena disse que “a homossexualidade não está no plano de Deus” e que “é consequência do pecado original”. Qual sua opinião?
Para conhecer o plano de Deus, precisamos ouvir a linguagem da criação. Conforme o Papa, a fé no criador leva ao dever de escutar essa linguagem. Na natureza, a homossexualidade já foi documentada em mais de 450 espécies animais, e, no ser humano, existe em todas as culturas conhecidas. Buscar no pecado original a origem da homossexualidade é um erro.
A homossexualidade é pecado?
A condição homossexual em si nunca é pecado, porque não se trata de uma escolha livre da pessoa. Com relação ao comportamento ou as escolhas, aí sim entra a liberdade.
E qual comportamento deve ter um cristão homossexual?
Todo ser humano é, antes de tudo, designado para amar e ser amado. O Concílio Vaticano II ensina que a consciência é o sacrário onde Deus se manifesta, e ninguém deve agir contra sua própria consciência nem ser impedido de agir de acordo com ela. As pessoas adultas, muitas vezes, devem tomar decisões em situações complexas, onde as normas da sociedade e as instituições não prevêem de maneira adequada todas as circunstâncias. O cristão adulto deve ser adulto também na sua fé, colocando-se diante de Deus e sua consciência.
Por que a hierarquia da Igreja condena a homossexualidade?
Igreja tem seus alicerces na milenária tradição judeu-cristã, mas está espalhada pelo mundo, vivendo na cultura moderna. No judaísmo antigo, acreditava-se que o homem e a mulher haviam sido criados um para o outro, para se unirem e procriarem, e o homoerotismo era considerado uma abominação. Israel devia se diferenciar de outras nações de várias maneiras, entre elas, proibindo. O cristianismo herdou essa visão antropológica com sua interdição. A Doutrina da Igreja corresponde a uma longa sedimentação, de muitos séculos. O consenso sobre a compreensão da Bíblia e da chamada lei natural não é imutável, mas não muda rapidamente.
Costuma-se dizer que a Bíblia condena a homossexualidade. É verdade?
A Bíblia expressa a fé do antigo povo de Israel e das primeiras gerações cristãs. Nessa expressão, a palavra de Deus está presente. A revelação divina se reproduz na linguagem e nas categorias humanas e tem um enraizamento sociocultural, mas não deve ser confundida com ele. Na Bíblia, há uma cosmologia que diz que o mundo foi criado em seis dias e a Terra surgiu antes do Sol e das estrelas. Há uma antropologia que diz que o homem vem do barro e a mulher da costela do homem. E nessa antropologia também se proibia a união entre dois homens e duas mulheres. Não se deve seguir tudo ao pé da letra, como se hoje fosse necessário entender assim. Na Bíblia, não há respostas para todas as nossas perguntas.
O Levítico diz: “Com homem não te deitarás como se fosse mulher, é abominação”, mas também diz que é “abominação” comer animais do mar ou do rio sem barbatanas ou escamas. Por que a Igreja condena a homossexualidade, mas não a ingestão de mariscos?
Essa parte do Levítico trata do código de santidade, que regulamenta o culto de Israel e estabelece as diferenças que deve haver entre esse povo e os demais. Quando o cristianismo se expandiu entre os povos não judeus, esse código deixou de ser normativo. No entanto, como a proibição do homoerotismo permaneceu, esses versículos continuam sendo citados. Sem dúvida, é uma leitura retrospectiva e seletiva.
Como você interpreta a expressão “contra natura” presente na Epístola de São Paulo e assinalada como referência à homossexualidade?
A carta de São Paulo aos Romanos contém uma refutação do politeísmo. Os pagãos não adoravam a um deus único e, como permitiam o homoerotismo, que era abominável para os judeus, isso era visto como castigo divino pela prática religiosa equivocada. No contexto judeu-cristão da antiguidade, este argumento era compreensível, mas não deve ser usado hoje para indivíduos constitutivamente gays, para quem a orientação sexual não tem nada que ver com a crença em um ou vários deuses.
Alguns defendem que a relação entre David e Jônatas, assim como a de Rute e Noemi, era homossexual. Diz a Bíblia que David e Jônatas “beijaram-se um ao outro” e em uma passagem David diz a Jônatas: “Teu amor foi para mim mais maravilhoso que o amor das mulheres”. Qual sua opinião?
Nós lemos isso hoje e podemos pensar em homossexualidade. Mas para os primeiros leitores judeus da antiguidade, observadores da lei de Moisés, isso era inadmissível. De qualquer maneira, um texto pode transpassar sua época e contexto e ser lido em outro horizonte de interpretação, gerando novos sentidos em novos leitores.
É possível ser homossexual e católico ao mesmo tempo?
Sim. A Igreja nasceu rompendo as fronteiras do judaísmo no primeiro século, incorporando multidões de povos que não eram circuncidados. Hoje, pode também se conceber uma identidade simultaneamente gay e cristã, estimulando as comunidades locais a acolher as diversidades.
Na página da agência católica ACI, as notas mais destacadas são declarações contra o matrimônio gay. Por que tanta obsessão contra os homossexuais?
Certa vez, o papa Benedito XVI disse que o cristianismo “não é um conjunto de proibições, e sim uma opção positiva”. Essa consciência hoje desapareceu quase completamente. Há no cristianismo uma tradição de séculos de proibição, medo e culpa. Convém retornar as nossas origens. A palavra evangelho quer dizer “boa notícia” e, para os cristãos, é o amor de Deus e sua salvação, revelados em Jesus Cristo. Hoje é necessário focar a dimensão positiva e alegre da mensagem cristã.
Conforme Boswell, a Igreja nem sempre condenou a homossexualidade e chegou a celebrar matrimônios homossexuais no passado. É verdade?
A história da Igreja é vasta; abrange um terço da humanidade por vinte séculos. Boswell é bastante documentado e é provável que o que diz tenha acontecido, mas essas práticas não viraram hegemônicas. No entanto, podem ajudar a pensar essa questão no presente e no futuro.
Acredita que chegará o dia em que a Igreja católica aceitará casar homossexuais, como fazem algumas igrejas protestantes?
O futuro é imprevisível, mas a Igreja católica sempre está inserida num contexto mais amplo, que é a sociedade. Quando a sociedade muda, a Igreja acaba mudando. A modernidade vem desencadeando grandes mudanças na Igreja nos últimos séculos, e esse processo continua.
Suponhamos, num exercício de ficção, que essa mudança se produzisse. Como padre, gostaria de casar um casal gay?
Se a Igreja algum dia aceitar, não negarei.
Você coordena um grupo de pesquisa sobre homossexualidade e religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Como surgiu e que trabalho realiza?
Meu interesse pelo tema nasceu do meu trabalho como sacerdote, encontrando pessoas nascidas e criadas na Igreja que se descobriam gays e viviam conflitos. O foco do projeto é a complexa relação entre religião e homossexualidade e suas repercussões no espaço público e no exercício da cidadania. Temos grupos de estudos, trabalhos e teses concluídas ou em curso, publicações e atividades dentro da agenda universitária.
Alguma vez se sentiu pressionado pela hierarquia da Igreja para não se expressar sobre esses assuntos?
Companhia de Jesus realiza um trabalho apostólico de fronteira, nas encruzilhadas ideológicas onde há conflito entre as aspirações humanas legítimas e a mensagem evangélica. Isso inclui fazer pontes com os que estão fora da igreja e têm dificuldades com suas posições. Como jesuíta, sinto-me muito comprometido com este trabalho. Mas, como membro da Igreja, eu não posso ignorar minha pertença e certas tradições. É um equilíbrio delicado e trato de ser cuidadoso para evitar problemas maiores.

Fonte: Revista IHU On-line. Imagem Google. Matéria publicada em 19 de Novembro de 2009.

Padre Luís Corrêa Lima: Deus criou os homossexuais

A relação da Igreja Católica com os novos modelos de famílias, onde impera a homoafectividade, é apenas um dos seus temas de estudo. Docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Luís Corrêa Lima viaja pelo mundo propalando a mensagem de aceitação da comunidade católica LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgénero) e de que nenhum ser humano é mero hetero ou homossexual, mas antes uma criatura divina.

Ou não fosse este padre da Companhia de Jesus fundador do grupo Diversidade Católica, que no Brasil desenvolve um trabalho com católicos homossexuais. Numa breve ponte por Portugal não deixou de admitir, ao JN, que tal postura já lhe trouxe alguns dissabores.


Se a Igreja Católica surgiu há 2000 anos com um pensamento vanguardista à época, não é menos verdade que teve tantos outros até corrigir com o Concílio Vaticano II graves discriminações. Quanto anos levará então, na sua perspectiva, a adaptar-se à diversidade sexual?

Sinto e vejo a mudança. Mas é difícil saber quanto tempo vai levar. Porque na história as coisas são imprevisíveis. E a mudança é irreversível. Devo de admitir que não esperava que o líder de uma grande Conferência Episcopal, como a alemã, se manifestasse a favor da União Civil homossexual. Não esperava que a Santa Sé se posicionasse a favor da discriminalização da homossexualidade em todo o mundo. Isso aconteceu, agora, por isso outras mudanças podem acontecer. Só que são desiguais, porque a Igreja é heterogénea.


Mas na Alemanha discute-se entre o casamento e a União Civil, existente desde 2002, e aí a Igreja opta pela segunda. Em Portugal, discutia-se o nada e o casamento. E a Igreja defendeu o nada. Isto é, a postura é ou não sempre a do arrastamento e a que causa menos transtornos?

(Silêncio) Temos um exemplo de um grupo de sacerdotes da Argentina que se manifestou a favor do casamento gay. A Igreja é tudo isso.


O 'tudo isso' inclui o Cardeal Bertone (secretário de Estado do Vaticano) comparar a homossexualidade com a pedofilia?

Em 2008, o Papa deu uma entrevista na imprensa e sobre pedofilia vincou que não se trata de homossexualidade. É outra coisa. Após essa entrevista, o padre Federico Lombardi (porta-voz do Vaticano) salientou que não cabe à autoridade religiosa se pronunciar sobre psicologia.


E quando a Igreja considera um homossexual menos apto para o sacerdócio?

Na senda do debate da pedofilia havia esse debate acolorado. Um documento de 2005, sobre candidatos com tendências homossexuais, dizia que não são desejáveis no sacerdócio pessoas que apresentam tendências homossexuais enraizadas. E que cabe ao bispo local aprovar o candidato. A intenção é que o sacerdote tenha uma relação sadia com os fiéis. Onde possa surgir uma paternidade espiritual. E, assim, há coisas que atrapalham. Ou seja, as tendências homossexuais. É claro que alguns dizem o seguinte: o sujeito pode ter as tendências e não prejudicar a relação com os seus fiéis, desde que tenha maturidade. Então, o documento tem essa dualidade de quem interpreta. O padre Timothy Radcliffe considera que é menos importante saber se o candidato ama ou não. Importante é saber se ele odeia alguém. Isso é que deveria ser um preceito. Se o sujeito é homofóbico, se é machista, se é racista, então isso é que deveria ser empecilho. Mas há um documento mais recente, de 2008, sobre esse candidato, que refere que se enfrentarem de maneira realista as suas tendências homossexuais profundamente enraizadas, então não deve ser vetado.


Defende o baptismo das crianças de casais homossexuais?

Esse tema se colocou nos Estados Unidos. Em 2006, um documento dos bispos americanos, sobre a Pastoral para os homossexuais, se coloca contra a adopção de crianças por homossexuais. Mas diz que é permitido o baptismo dessas crianças, se houver uma promessa de que elas venham a ser baptizadas na fé cristã. Lá (nos Estados Unidos) muitas dessas crianças estudam em escolas católicas. Têm uma conduta igual às outras crianças. São aceites pelos colegas e outras famílias. São poucas as reclamações. Recentemente, a Diocese de Boston posicionou-se a favor do acolhimento de crianças de casais homossexuais em escolas católicas.


Sim. Mas qual é a sua opinião sobre o assunto?

Não vejo que haja evidência de que essas crianças sejam diferentes. Porque se fala muito do risco dos casais homossexuais e do que isso pode originar para elas. Mas uma universidade alemã já fez uma pesquisa com 2400 crianças e não notou qualquer diferença. Enquanto não houver uma evidencia que há um dano...


Já teve problemas devido à sua posição?

Na universidade tive longos meses de negociação, para que as barreiras fossem diluídas. As coisas tiveram uma evolução positiva. Tenho o apoio da Companhia de Jesus e superiores, graças a Deus. Tomo o cuidado de não ser hostil e ter uma posição apaziguadora. E avançar por onde só posso avançar. Mas é caminhar no fio da navalha.


Ajuda, enquanto padre, pertencer à Companhia de Jesus?

Muito. Até pela sua génese e pela missão que os Papas têm confiando à Companhia. Paulo VI disse que, sempre que na Igreja há conflito entre as legítimas aspirações humanas e a verdade evangélica, aí estão os jesuítas, nos campos mais difíceis e nas trincheiras sociais. A função da Companhia é o trabalho apostólico de fronteira. O Papa Bento XVI confirmou isso e desenvolveu esse trabalho de fronteira. Ver os jesuítas estarem onde os outros não estão, de estabelecerem pontes de compressão e dialogo.


Deus criou o homem e a mulher, heterossexuais. E os homossexuais, foram criados por quem? Por Deus?

Claro. Não tenho dúvidas disso. Deus criou todo mundo. Se Deus criou todo o mundo, Deus criou os homossexuais. A sociedade é diversa, na cultura, nas raças e diversidade sexual. Temos inclusive diversidade sexual no mundo animal. Fala-se de 400 espécies de animais que têm indivíduos homossexuais. E a Humana também tem. É importante que a Igreja aprenda a viver com a diversidade sexual.


Jornalista: Nuno Ropio (JN)
Fotógrafo: António Cotrim (LUSA)
Notícia original: JN
Retirado do site:http://rumosnovos-ghc.blogs.sapo.pt/17312.html 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Os Santos CATÓLICOS Segundo O Espiritismo



Os Santos Segundo O Espiritismo

Todos nós brasileiros de certa forma já ouvimos falar nos santos. Nosso calendário segue o cristianismo. Temos nele feriados, datas e festividades aos santos. E quem foram eles? Qual é a importância deles na sociedade? Qual é o pepel deles no mundo espiritual?

Eles foram espíritos como nós, mas se destacaram e ficaram famosos pelos seus feitos. Uns carregavam as marcas de crucificação do Cristo, outros abriram mão de uma vida de paixões e luxo para se tornarem mais humildes e ser levar o nome de Jesus adiante. Outros foram levados ao altar por lutar (ir para a guerra) a fim de que o cristianismo não se enfraquecesse.

A Igreja Católica não tem em sua doutrina religiosa a reencarnação. E acham que esses espíritos continuam a ser como era quando aqui encarnados. acham que se o espírito foi um papa milagroso que faleceu há mais de 500 anos, ele continuaria a usar roupas de sacerdote católico.
Mas perante a Doutrina Espírita, todos nós estamos em uma vida contínua, porém com diversas existências. Sabemos também que o espírito quando necessita retornar a terra para resgatar ou com uma missão, ele reencarna. Ele Volta e não se pode dizer que ele receberá o mesmo nome, nem seguirá a mesma filosofia religiosa, e aonde (em que país, nação) ele reencarnará será relativo.

Pense comigo: vamos usar como exemplo, um santo muito popular que é São Jorge. Ele nasceu na atual Turquia e se formou no exército da Capadócia. Jorge foi casado, tinha família, e era um homem assim como nós. Sua missão seria vir na terra para defender e lutar pelo seu povo que tinha medo de falar que seguia ao Cristo. Sendo assim, reuniu um exército para defender, não para atacar. Portanto que os livros e biografias falam que Jorge apenas defendeu. Mas foi pego e decapitado.
Esse ato de fé, naquela época serviria como exemplo para os homens. Sendo assim, puseram-no no altar, canonizando-o para que os homens se espelhassem nele.

Ele desencarnou há mais de mil anos. E será que ele não teria mais reencarnado na terra?

- Claro que sim. Sob a visão da Doutrina espírita, claro que ele deve ter reencarnado. Assim como outros santos. Não que tenham reencarnado neste planeta, pois nós espíritas acreditamos que poderiam reencarnar em outros planetas também. Eles certamente tiveram essa missão. Vieram na terra para lutar para que o nome e os ensinamentos do Cristo não fosse extinto (o que não aconteceria, por isso vieram para terra).
Assim aconteceu com vários Mártires, como outro santo muito popular que é São Sebastião.

E As Orações que São feitas a Eles? São atendidas? Por quem?

Claro que são atendidas, assim como são atendidas as orações feitas a Deus, aos médicos espirituais, entre outros espíritos. São atendidos por espíritos amigos. Muitos trabalham dessa forma. Pois o espírito pode se plasmar da maneira que achar melhor. Na forma mais feliz. Isso quando se trata de um espírito mais evoluído.
A Vida de Francisco de Assis, foi uma escolha dele seguir ao cristo renunciando todas as coisas mundanas que o atrasava. Ele com certeza deve se sentir muito feliz se plasmando dessa forma.
Pode sim ter reencarnado e pode reencarnar quantas vezes achar necessário.
Muitos representantes da Igreja que ao desencarnar continuam a trabalhar com os santos. Ouvindo as Orações e Preces.

A nossa doutrina nos ensina que a dor, o sofrimento ainda se faz necessário. É um modo de aprendermos a corrigir os erros do nosso passado. E muitas vezes exigimos que os espíritos trabalhem em nosso benefício. Eles observam orações por orações e ajudam sim, mas se for contra as leis de aprimoramento do ser, eles não irão atender, pois seria ir contra as leis de Deus. a lei de ação e reação.

E As festas Realizadas para Eles?

A Doutrina espírita nos diz que os espíritos não necessitam disso.
Eles não precisam de velas, flores, balões, entre outros.

Vamos refletir um pouco:
Muitos, principalmente católicos e umbandistas no dia de cada santo atiram fogos de artifício. Lembremos que soltar fogos é muito bonito, mas não significa que o espírito necessita disso para atender às preces.
Acreditamos que as festas realizadas em nome dos santos, é uma boa ocasião para a confraternização. Mas a Doutrina Espírita não estipula nenhum calendário festivo. Nem realiza festas e procissões.

Representar esses Espíritos por Imagens. O que o espiritismo diz?

A Representação desses espíritos por imagens, vem também da Igreja católica. Os santos por serem espíritos esclarecidos, bondosos, que deram testemunho de que são acima da matéria, não ficam presos a representações nem a imagens.

Vamos lembrar que nenhum objeto tem força por si só. O que tem força é o seu pensamento. E se você acreditar que aquela imagem irá te ajudar, você acaba que irá registrar em sua mente que aquilo irá te salvar. Sendo assim, a cura, a bênção e o milagre virá. Mas não pela imagem, e sim pela sua força mental.

Aspectos positivos nas Imagens:
Uma pessoa ao olhar para a imagem de Jesus, ela toma um respeito pela imagem e pelo nome dele. Quando ela entra em um lugar que tenha a imagem de um santo, ela vai se policiar para não xingar, não falar coisas indevidas, não dispersar o assunto, não pensar em coisas que não são vinculadas a fé.

Existem Espíritos nas Igrejas?

Claro que tem espíritos nas igrejas. Lembre que Jesus disse: onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome eu me farei presente.
Muitos católicos quando vão as missas rezam, pensam em coisas boas, tentam se auto-melhorar. E como tal os espíritos se fazem presente. Aliás, em qualquer lugar onde houver pessoas os espíritos estão.
Os espíritos vão nas igrejas, abençoam as hóstias, dão passes naqueles que estão em sintonia com o bem. Por isso muitos se sentem bem indo em missas.
Além disso. Muitos buscam as igrejas para fazerem missas, corrente de orações a familiares e amigos falecidos. É claro que tem espíritos com grau de evolução baixo, que necessita de ver e sentir o calor das vozes em oração a ele. E é claro que esse espírito se sente melhor com tantas preces feitas com o coração.
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É BOM LEMBRAR

Assim como Emmanuel, mentor de Chico usava roupas romanas, porque se sentia bem. O espírito de um Papa, pode usar roupas sacerdotais. Assim como Joanna de Ângelis se plasma como freira.
Vamos lembrar que, Chico Xavier em sua Humildade, tinha imagens de santos. Não que ele as cultuava e adorava. Mas ele respeitava e gostava muito. Inclusive tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Abadia.
Dr.Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, dizia que tudo o que ele fazia era em nome de Nossa Senhora.
A Doutrina Espírita não usa imagens, mas não condena aqueles que usam. Um bom espírita não condena, apenas auxilia quando solicitado.


Fonte: GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vaticano promete “guerra ao casamento gay”

Lideranças católicas ficam contrariadas com decisões dos Estados Unidos e da Europa     


O jornal L’Osservatore Romano, principal publicação do Vaticano, publicou como matéria de capa os esforços que serão adotados pela Santa Sé para lutar, mesmo que sozinha, contra as iniciativas de conceder o reconhecimento legal de casais do mesmo sexo.
O ensinamento católico é que os homossexuais devem ser respeitados e tratados com dignidade, mas que seus atos são “intrinsecamente desordenados”. “Pode-se dizer que a igreja, pelo menos nesta frente de batalha, foi derrotada”, diz o L’Osservatore.
Em um comunicado paralelo, feito pelo porta-voz do Papa, à Rádio Vaticano, Federico Lombardi perguntou sarcasticamente por que os defensores do casamento entre homossexuais não pedem também o reconhecimento legal de casais poligâmicos. “Fica claro que, nos países ocidentais, existe uma tendência disseminada de modificar a visão histórica do casamento entre um homem e uma mulher. Ou mesmo de renunciar a ela, eliminando seu reconhecimento legal específico e privilegiado na comparação com outras formas de união”, disse o padre Lombardi.
O editorial de Lombardi na Rádio oficial da ICAR, transmitida para o mundo todo em cerca de 30 línguas, classificou as decisões como “míopes”, afirmando que “essa lógica não pode ter uma percepção de longo prazo visando o bem comum”.
As palavras de Lombardi tem muita força, considerando que além de porta-voz do Vaticano, é diretor da Rádio Vaticano e da Televisão do Vaticano. Ele afirmou ainda ser de “conhecimento público” que o “casamento monogâmico entre homem e mulher é uma conquista da civilização”.
A forte reação dos católicos é resultado das “conquistas” do movimento em diferentes partes do mundo. Três estados dos EUA aprovaram o casamento homossexual em referendos realizados junto com a eleição presidencial. Reeleito, Barack Obama já se disse favorável a esse reconhecimento que em breve deve ser legalizado em outros Estados americanos. Embora tenha parabenizado Obama pela reeleição, o Papa Bento XVI disse estar rezando para que os ideais de liberdade e justiça continuem a ser acolhidos no mundo.
Na mesma semana, a Espanha manteve a lei do casamento gay, e a França avançou com a legislação que promete legalizar o casamento gay no início do próximo ano. Contudo, no ambiente europeu cada vez mais liberal, não houve manifestações contrárias de vulto.
A reação da mídia do Vaticano deve ter repercussões imediatas dentro da Igreja Católica Romana. Ao que parece, a fortes reações indicam que seus líderes, prometeram “nunca parar de lutar contra as tentativas de “eliminar” o casamento heterossexual.
A Mídia do Vaticano insiste ainda que os católicos devem se esforçar nessa “luta corajosa para defender a doutrina da Igreja em face de ideologias politicamente corretas que tentam invadir todas as culturas do mundo”. “A Igreja é chamada a apresentar-se como o crítico solitário da modernidade”, disse Lombardi, ao enfatizar que os governos deveriam respeitar os valores essenciais defendidos pelo Vaticano, isso inclui a liberdade religiosa e a oposição ao aborto, eutanásia e outras questões classificadas como “pró-vida”. Traduzido do jornal The Australian.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Polícia impede manifestação de homossexuais durante visita papal

DA FRANCE PRESSE, EM MADRI

A polícia impediu nesta quinta-feira a manifestação de uma centena de homossexuais, que convocaram um "beijaço" durante a passagem do papa Bento 16, bloqueando o grupo quando ele se dirigia ao local previsto para a ação.

Veja galeria de imagens.

Os manifestantes planejavam se reunir na rua Serrano, por onde Bento 16 deveria passar a bordo do Papamóvel em direção à praça de Cibeles, onde estava prevista uma cerimônia de boas-vindas no coração de Madri.

A algumas centenas de metros do local do encontro, cerca de uma hora antes da passagem prevista do papa, os manifestantes encontraram um cordão policial e começaram a se dispersar em pequenos grupos, seguidos pelos agentes.

Cerca de 50 deles se beijaram em frente aos policiais, que estavam em maior número que os manifestantes, enquanto um pouco mais adiante um grupo de jovens peregrinos católicos gritava "Esta é a juventude do papa", enquanto eram mantidos afastados pela polícia.



A manifestação relâmpago foi convocada no Facebook por um grupo de defesa de homossexuais e transexuais criado dentro dos "indignados", que protestam contra as consequências da crise, disse o porta-voz, Jaime del Val. "A Igreja Católica promove políticas vergonhosas, gravemente sexistas e homofóbicas".

O "beijaço", parecido com o que ocorreu pela visita de Bento 16 à Espanha em novembro de 2010, tinha por objetivo protestar contra o "fundamentalismo da Igreja Católica" e contra "as condenações moralizadoras" sobre a sexualidade manifestadas pelo Vaticano.

fONTE: FOLHA

Opinião do Blog: Para sermos respeitados temos que respeitar. Ninguém gostaria de num evento Gay tivesse manifestantes religiosos com faixas e dizeres nos condenando. Assim também devemos respeitar os movimentos religiosos. Saber onde, quando e em que momento fazer nossas reivindicações, caso contrário perdemos a razão.


Comunidade Judaica critica alterações no projeto de Lei de Combate à Homofobia


"A liberdade de expressão não pode ser absoluta. A liberdade de expressão pode entrar em choque com valores da sociedade. Mais uma vez esse conflito, que envolve padres, rabinos, pastores, xeiques. Se podem ou não falar sobre muitos assuntos, essa liberdade não pode ser ilimitada. É preciso tomar cuidado. Sermões e pregações contra homossexuais, judeus, nordestinos... É péssimo, é terrível. É um desafio velho: fomentar a liberdade de expressão e colocar limite. " - disse o rabino Schlesinger.


Deu no O Globo.Comunidade judaica critica proposta de Marta Suplicy que permite ofensas a minorias em cultos
Evandro Ébol
Publicada em 19/05/2011 às 23h36m

BRASÍLIA - Entidades da comunidade judaica criticaram nesta quinta-feira a proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP) que altera a Lei Afonso Arinos e abre brecha para permitir que religiosos
possam ofender homossexuais durante os cultos. Marta é relatora do projeto que prevê criminalização da homofobia. A petista incluiu a proposta no artigo 20 da lei, que penaliza quem pratica a discriminação e incita o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (estrangeiros).
" É rasgar a lei, que é espetacular no combate aos crimes raciais e invejada em outros países "

DIREITOS IGUAIS: Marcha contra homofobia reúne milhares em Brasília
Segundo o texto proposto pela senadora, manifestações em cultos não poderiam ser enquadradas como crime de preconceito racial, religioso ou mesmo sexual. O advogado criminalista Octavio Aronis, que trabalha de forma voluntária para a Federação Israelita Paulista e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) foi duro nas críticas e afirmou que a emenda de Marta joga no lixo a Lei Afonso Arinos.
- Essa modificação não faz o menor sentido e vai abrir precedentes porque é muito difícil julgar o que é manifestação pacífica de pensamento. Vai abrir margem para qualquer coisa. Imagine nos tribunais: não, foi uma manifestação pacífica, não quis ofender e nem acusar ninguém! É rasgar a lei, que é espetacular no combate aos crimes raciais e invejada em outros países. E altera o artigo 20, que é o artigo capital, o mais importante, que se permite trazer a materialidade do crime - afirmou Octavio Aronis, que citou o exemplo dos próprios judeus.
Para Rabino, liberdade de expressão não é absoluta
O rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista (CIP), afirmou que a liberdade de expressão não pode ser absoluta e também questionou a proposta da senadora.
- A liberdade de expressão não pode ser absoluta. A liberdade de expressão pode entrar em choque com valores da sociedade. Mais uma vez esse conflito, que envolve padres, rabinos, pastores, xeiques. Se podem ou não falar sobre muitos assuntos, essa liberdade não pode ser ilimitada. É preciso tomar cuidado. Sermões e pregações contra homossexuais, judeus, nordestinos... É péssimo, é terrível. É um desafio velho: fomentar a liberdade de expressão e colocar limite. Acho prudente que a senadora repense a inclusão dessa emenda - disse o rabino Schlesinger.
Marta Suplicy argumentou que não se deve punir por discriminação os casos de "manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença". A senadora justificou que não se deve ignorar que muitas religiões consideram a prática homossexual uma conduta a ser evitada. A petista afirmou nesta quarta-feira que pode retirar essa emenda do texto em função da polêmica que está causando e ainda do risco de ser considerada inconstitucional.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Deputada ligada à Igreja Católica liga homossexualidade à pedofilia

Durante um discurso, a ex-atriz e agora deputada estadual Myrian Rios criticou projeto de lei que pretende colocar na constituição fluminense a igualdade legal para LGBT. A parlamentar defendeu o direito de não ter um empregado homossexual e ligou o desejo pelo mesmo sexo à pedofilia.

Se eu contrato um motorista homossexual, e ele tentar, de uma maneira ou outra, bolinar meu filho, eu não posso demiti-lo. Eu quero a lei para demitir sim, para mostrar que minha orientação sexual é outra”.

E continuou: “Por exemplo, digamos que eu tenha duas meninas em casa e a minha babá é lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica, é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. São os mesmos direitos. Eu vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas, e eu não vou poder fazer nada”.

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Fonte: Cena G